sexta-feira, 11 de abril de 2025

Relatos de uma mente ansiosa

Sou ansiosa desde que me conheço por gente — e isso não é exatamente algo confortável de se dizer. Infelizmente, esse ainda é um tema que nem todos entendem. Às vezes, por falta de empatia. Outras, por puro desconhecimento. E justamente por isso, escrever sobre isso aqui, agora, é um desafio pra mim.

Tenho 37 anos. Mas quando olho pra trás, lá pelos meus 6 ou 7, já consigo identificar momentos em que a ansiedade dava sinais. Na época, isso não era algo comum de se falar. Era apenas “nervosismo”, “birra”, “medo bobo”. Não fazia parte do vocabulário da minha família, muito menos dos adultos à minha volta.

Talvez, se meus pais tivessem tido mais informação, eu pudesse ter recebido ajuda antes. Mas isso não tem a ver com culpa — tem a ver com conhecimento. A gente só lida com o que conhece, e naquela época, pouco ou nada se falava sobre saúde mental, especialmente na infância.

Hoje, decidi compartilhar um pouco da minha história. Não porque tenho todas as respostas ou porque já “venci” a ansiedade — mas porque viver com ela, ou melhor, dentro de um mundo que não entende o que é isso, exige coragem. E talvez, falando sobre, eu consiga acolher quem ainda está tentando entender o que sente.

Esse é só o começo. Quero escrever mais sobre como a ansiedade aparece no meu dia a dia, o que tem me ajudado, e como sigo buscando equilíbrio mesmo nos dias em que tudo parece fora do lugar.

Se você também sente isso, saiba: você não está sozinho.